quinta-feira, 4 de junho de 2015

Uma igreja dentro de uma caverna no meio de uma cidade de lixo



Por: Atlas Obscura
9 de maio de 2014 às 16:59
matéria extraída de: http://gizmodo.uol.com.br/mosteiro-sao-simao/

Descrição: gomxxjuvarnvdbzvllfj
Grandes comunidades cristãs não são muito comuns no Egito islâmico, mas um dos grupos mais populosos é o dos catadores de lixo Zabbaleen, que mantiveram suas crenças coptas e se estabeleceram como a maior igreja cristã no Oriente Médio, no Mosteiro de São Simão.
Os Zabbaleen (palavra que significa literalmente “pessoas do lixo”) vivem em uma vila na base dos rochedos Mokattam desde cerca de 1969, quando o governador do Cairo decidiu mover todos os catadores de lixo para um único acampamento. A maioria dos catadores eram cristãos Coptas, e conforme eles continuaram crescendo em número ao longo dos anos, criou-se a necessidade de uma igreja centralizada. Em 1975, a primeira igreja cristã foi construída na aldeia, mas após um incêndio, foi iniciado um trabalho para criar um monastério no penhasco.
O Monastério de São Simão é o resultado deste novo projeto. Simão, o Curtidor, foi um santo artesão que viveu durante o século 10, e a igreja na caverna foi dedicada a ele. Usando uma caverna pré-existente e a encosta que dava para ela, o mosteiro atual tem capacidade para 20.000 pessoas ao redor de um púlpito central. Outras cavernas próximas também foram construídas em espaços separados da igreja e todas elas são ligadas para criar um enorme complexo cristão no coração da cidade de lixo.
Como o turismo em uma vila de catadores de lixo não é algo lá muito atrativo, chegar ao Mosteiro de São Simão não é muito simples, mas ainda assim, como a maior igreja cristã próxima a diversos países, centenas de milhares de pessoas peregrinam para ela todos os anos.
Crédito das imagens: WikipediaWikipediaWikipedia



Escrito por Eric Grundhauser, este artigo foi um pouco modificado em relação ao original publicado na Altas Obscura, o principal guia para lugares curiosos ao redor do mundo. Eles estão no Twitter e Facebook também.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

CAIRO 678

  Não deixem de assistir esse filme. é excelente e encontra-se neste blog em uma de nossas primeiras postagens. Quem já viu, recomendo assistir novamente. Quem não viu, está perdendo uma excelente oportunidade.

SINOPSE:
Filme que mostra a triste realidade da mulher no Egito.
Fayza (Boshra) é uma dona de casa pacata e mãe de dois filhos, que não consegue evitar o assédio diário ao pegar o ônibus. No outro lado da cidade vive Seba (Nelly Karim), uma endinheirada designer de joias que, após ser violentada durante um jogo de futebol, passa a ensinar outra mulheres a se defender. Já Nelly (Nahed El Sebaï) virou alvo de todo o país ao se tornar a primeira egípcia a apresentar uma queixa na justiça por assédio sexual. 
Legendado em português.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Guia para entender a queda de Palmyra, agora nas mãos do ISIS


Gustavo Chacra
21 maio 2015 | 12:55
Estou em Beirute e em breve escreverei mais sobre o Líbano. Hoje temos de falar de Palmyra, na Síria.
O que aconteceu em Palmyra?
Esta cidade síria, com algumas das mais impressionantes ruínas arqueológicas do mundo e patrimônio mundial da humanidade da UNESCO, foi tomada pelo ISIS, também conhecido como Grupo Estado Islâmico ou Daesh. Visitei as ruínas de Palmyra no fim dos anos 1990 em uma viagem com a minha família. As ruínas romanas no meio do deserto eram uma das principais atrações turísticas do país, recebendo milhares de estrangeiros todos os anos até o início da Guerra Civil da Síria em 2011.
O ISIS destruirá as ruínas?
Neste momento, toda a humanidade deve torcer para o ISIS não destruir ou saquear Palmyra. Esta organização ultra extremista já destruiu outros sítios arqueológicos no Iraque e mesmo na Síria. Será difícil a “noiva do deserto”, como Palmyra é conhecida na Síria, se salvar ilesa desta ofensiva.
Por que o ISIS tem avançado nos últimos dias?
O ISIS, nesta semana, conseguiu importantes vitórias. Primeiro, em Ramadi, na Província de Ambar, no Iraque. Agora, em Palmyra. Em ambas demonstra que, depois de passar alguns meses na defensiva, sofrendo derrotas, aparentemente conseguiu se reerguer tanto no território iraquiano como no sírio. Isso se deve em parte ao enfraquecimento de seus adversários.
Quem controlava Palmyra?
Palmyra estava nas mãos do regime de Bashar al Assad. Ao longo da guerra civil, houve confrontos com outros grupos rebeldes, mas as forças sírias vinham conseguindo controlar a cidade, que fica bem isolada de Damasco. Com o Assad mais preocupado em não perder território em outras áreas da Síria, depois de ser derrotado em Idlib (fronteira com a Turquia), suas forças estão mais concentradas na faixa que vai de Damasco à costa mediterrânea, passando por Homs e Hama. Nesta área, conta com o apoio fundamental do Hezbollah. Palmyra está longe de ser uma prioridade do regime sírio e as forças remanescentes não tiveram condições de enfrentar o ISIS.
Estrategicamente, o que significa a tomada de Palmyra?
O ISIS agora tem rotas mais simples para chegar a Damasco. Mas não será tão simples enfrentar o regime sírio em áreas mais próximas à capital, especialmente nos territórios com atuação do Hezbollah. O grupo libanês, aliado de Assad, é mais poderoso do que o ISIS e tem mais condições de derrotá-lo. Por outro lado, o ISIS pode retomar a aliança com a Frente Nusrah (Al Qaeda na Síria), que agora ficou bem mais poderosa ao passar a integrar o Jeysh al Fatah. Esta federação de milícias apoiada pela Arábia Saudita, Turquia e Qatar possui como meta derrotar Assad e não o ISIS.
No caso sírio, para evitar o avanço do ISIS os EUA deveriam apoiar o Hezbollah e Assad?
É complexo, porque os dois lados são inimigos dos americanos e não defendem os interesses dos EUA. Um apoio ao Hezbollah, que é considerado terrorista pelo Departamento de Estado americano, certamente irritaria aliados como Israel, Turquia e Arábia Saudita. Dentro dos EUA, politicamente, não existe clima para apoiar Assad. Este suporte também acirraria ainda mais o sentimento anti-EUA entre os sunitas, que consideram o Hezbollah, que é xiita, e Assad, que é laico (embora alauíta de nascimento), seus maiores inimigos.
Então o que os EUA e a comunidade internacional podem fazer para salvar Palmyra?
Não há muito o que fazer. Nem todos os problemas do mundo possuem solução. Uma intervenção militar por terra neste momento está descartada e seria extremamente complexo apenas em Palmyra. Mesmo que isso ocorresse, nada garantiria que a cidade seria salva. Além disso, existe o dilema ético – intervir para salvar ruínas, mas não para salvar os yazidis e os cristãos assírios que são alvos de genocídio?
E os grupos rebeldes que seriam apoiados pelos EUA?
Estes grupos se radicalizaram e integram em grande parte federação de milícias apoiada pela Arábia Saudita com a presença da Al Qaeda. Embora o governo dos EUA fale retoricamente em “rebeldes moderados”, Washington sabe que eles quase inexistem neste momento.
Assad corre o risco de ser deposto?
Aqui em Beirute, tenho escutado mais esta possibilidade. Claramente, o líder sírio, que vinha em sequência de vitórias até o início deste ano, já passando a ser tolerado pelos EUA, passou para a defensiva nos últimos dois meses, perdendo Idlib para os rebeldes apoiados pelos sauditas, agora mais intervencionistas com o rei Salman, e Palmyra para o ISIS. Por outro lado, o regime ainda conta com o apoio do Hezbollah, Irã e Rússia. Este suporte é suficiente para manter Damasco, Homs, Hama e certamente a costa do Mediterrâneo, onde seu controle é quase total. Mas insuficiente para reconquistar outras áreas, incluindo Aleppo e Raqaa. Talvez recupere Palmyra, como recuperou outras cidades no passado.
Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia.

Como o Hezbollah e seus aliados cristãos combaterão o ISIS no Líbano?


Gustavo Chacra- Jornal "O Estadão"
01 junho 2015 | 10:58
O Líbano vive um dilema neste momento – suas Forças Armadas devem ou não atacar a vila de Arsal, dentro do território libanês, onde há membros do ISIS, também conhecido como Grupo Estado Islâmico ou Daesh, e da Frente Nusrah, que é a Al Qaeda na Síria?
O grupo xiita Hezbollah e seus aliados das principais facções cristãs, incluindo a Frente Patriótica Livre, de Michel Aoun, o mais popular líder político cristão do Líbano, defendem uma intervenção do Exército. Os principais grupos sunitas libaneses e alguns de seus aliados cristãos na 14 de Março, no entanto, são cautelosos. Na avaliação deles, esta intervenção pode trazer a guerra para dentro do Líbano.
Caso as Forças Armadas do Líbano não intervenham, o Hezbollah, com o apoio de algumas milícias cristãs, deve entrar em Arsal, uma cidade majoritariamente sunita, para combater o ISIS e a Al Qaeda, que são seus maiores inimigos (não, Israel não é o maior inimigo do Hezbollah). Certamente, esta ação acirraria as tensões sectárias libanesas.
Os cristãos temem que o ISIS e a Frente Nusrah ataquem vilas cristãs nesta região do Líbano. Se as Forças Armadas, que ironicamente são controladas por um cristão, não agirem, sobrará apenas o apoio do Hezbollah, que também tem defendido os cristãos na Síria.
Muito se critica corretamente o Hezbollah por ter uma facção armada que age como Exército em muitas partes do Líbano – embora, claro, as outras facções sectárias libanesas também possuam seus braços armados em uma nação praticamente libertária. Neste momento, cabe às Forças Armadas do Líbano combater o ISIS e a Frente Nusrah. Se não o fizer, o grupo xiita terá o argumento, junto com seus aliados cristãos, de ser o único a garantir a segurança libanesa diante da ameaça da Al Qaeda e do ISIS.
Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Debate sobre a perseguição aos cristãos por grupos radicais islâmicos

Câmara dos Deputados / Brasília-DF

COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL
REUNIÃO ORDINÁRIA EM 14/5/2015 às 10h

(Em atendimento ao Requerimento nº 24/2015, de autoria do Deputado ANTÔNIO JÁCOME)


Seguem abaixo alguns vídeos sobre o debate.

Para ver toda a programação acesse: http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/webcamara/videoArquivo?codSessao=52404#videoTitulo

(Obs: se não conseguir ver o vídeo direto no player do link acima,
faça o download do arquivo .ASF e veja em outro player)


Debate sobre a perseguição aos cristãos por grupos radicais islâmicos

Convidados:
- Diretor do Departamento de Direitos Humanos e Temas Sociais do Ministério das Relações Exteriores, 
Ministro ALEXANDRE PEÑA GHISLEN ;
- Coordenador do Projeto MAIS Refúgio, 
JOSÉ ROBERTO MARTINS PRADO ;
- Presidente da Associação Nacional de Juristas Evangélicos-Anajure, 
UZIEL SANTANA ;
- Presidente da Missão Mundo Muçulmano - M3, 
MÁISEL ROCHA ; e
- Presidente do Conselho de Ética da União Nacional Islâmica, UNI e Vice-Presidente da União Mundial da Juventude Islâmica, 
WAMY, JIHAD HASSAN HAMMADEH.


Abertura: 


WAMY, JIHAD HASSAN HAMMADEH 


Pr JOSÉ ROBERTO MARTINS PRADO 


Pr MÁISEL ROCHA

Pr UZIEL SANTANA


Ministro ALEXANDRE PEÑA GHISLEN

Questionamentos para debate:

Deputado Ronaldo Fonseca

Deputado João Campos:


Respostas as perguntas:

WAMY, JIHAD HASSAN HAMMADEH 



Pr MÁISEL ROCHA